segunda-feira, 24 de maio de 2010

3.5. A FITA

Na nossa opinião este é o aparelho de mais difícil manejo pelo seu grande comprimento. Esta característica confere-lhe também uma grnade espectacularidade, pois através dos seus 6 metros de cumprimento é possível efectuar belas imagens de variadas formas no espaço aéreo e em volta do corpo da ginastas. Os elementos técnicos efectuados com este aparelho designam-se de:
- Serpentinas;
- Espirais;
- Arremessos.
- Pivots.
Todos estes elementos técnicos exigem, devido às caracerísticas físicas do aparelho, da ginasta uma execelente coordenação, leveza, agilidade e plasticidade. As suas características físicas deve seguir os seguintes parâmetros:
- Deve possuir uma base de agarre que pode ser feito de madeira, bambu, plástico ou fibra de vidro possuindo 0,5 cm de diâmetro e entre 50 a 60 cm de comprimento.
- A fita propriamente dita deve ser feita de cetim ou de outro material semelhante sendo que o peso não pode ultrapassar 35 mg e deve ter no máximo 4 a 6 cm de largura e 6 metros de comprimento (para seniores).


4. O CÓDIGO DE PONTUAÇÃO

Como foi anteriormente descrito, a Ginástica Rítmica é uma modalidade espectacular que engloba várias disciplinas. Seus movimentos harmoniosos entre o corpo e o objecto bem como a sincronização da dança com a música fazem deste desporto uma modalidade complexa. Na sua evolução a GR ultrapassou a dimensão meramente estética e expositiva do corpo da mulher para uma dimensão não só artística como também competitiva.
No que se refere à competição, o nível das ginastas e a diferenciação das suas execuções é avaliado através de um código de conduta muito específico, chamado o Código de Pontuação. O Código de Pontuação (CP) é elaborado pelo Comité Técnico da FIG. O CP da FIG é utilizado em todos os eventos de Ginástica a nível internacional tal como no Campeonato da Europa, Campeonato do Mundo e nos Jogos Olímpicos. As Federações Nacionais possuem um código interno adequado ao nível dos ginastas com o objectivo de impulsionar o desenvolvimento inicial da Ginástica Artística no noso país.
O CP é actualizado de 4 em 4 anos após cada Ciclo Olímpico. É realizada uma análise muito cuidadosa e profunda devido à tendência do desenvolvimento das capacidades físicas e motoras das ginastas.. Um dos objectivos deste código é a estipulação de normas de funcionamento de todos os intervenientes na competição: ginastas, treinadores e juízes. Mas o principal pressuposto do CP passa por uniformizar as regras de pontuação de forma a permitir um julgamento mais objectivo por parte dos juízes.
Verifica-se no código em vigor, que as suas linhas orientadoreas são cuidadosamente pensadas possibilintando a utilização de um maior e variado número de elementos de dificuldade de aparelho, para que as ginastas que possuem boas perfomances de manuseamento dos aparelhos portáteis sejam recompensadas (Cardoso, 2009).
O ajuizamento é realizado por um conjunto de normas através das quais os juízes procuram erros de postura, execução, etc., e avaliam o nível de dificuldade dos determinantes gestos técnicos de forma a diferenciar o vencedor. As normas de classificação dividem-se então em duas fases distintas: composição e execução.

5. AS EXIGÊNCIAS GERAIS DE EXECUÇÃO E DE COMPOSIÇÃO

De uma forma geral a GR exije um determinado número de requisitos ao nível da composição e execução de forma a avaliar as atletas.
Ao nível da técnica os elementos corporais que fazem parte dos elementos fundamentais, elementos de dificuldade, (saltos, equilíbrios, pivots, elementos de flexibilidade, ondas) bem como os elementos de ligação (deslocamentos, saltitares, balanços, circunduções, voltas) podem ser realizados em diversas direcções, em diferentes planos, com ou sem deslocamentos, em apoio sobre um ou dois pés, coordenados com movimentos dos braços.
Todos os elementos corporais que fazem parte da composição de um exercício da GR com aparelho devem respeitar as regras de execução próprias da ginasta: os movimentos do corpo devem ser ser executados de forma contínua, alternadamente em contracção e descontracção, havendo uma estreita ligação entre o dinamismo, amplitude, a velocidade de execução, o ritmo da musica havendo uma participação efectiva de todo o corpo.
Todos os elementos corporais usados na composição os exercicios devem ser escolhidos entre os seus diferentes grupos, ou seja, deve haver um grande leque de escolha de elementos corporais. É de salientar que estes elementos devem ser escolhidos em função da técnica especifica de cada aparelho e devem ser executados em coordenação com o manejo do aparelho.
Segundo o código de pontuação de 2001, os elementos corporais (saltos, equilibrios, pivots, elementos de flexibilidade e ondas) estão quantificados de A a E. As combinações de dificuldades (A + B) contam como uma dificuldade e o seu valor é dado pela adição do valor de cada uma das dificuldades que compõem a combinação até a um máximo de um ponto (Carvalho, 2009).
Nota: apenas os elementos corporais do grupo fundamental é que fazem parte deste sistema de avaliação.

6. NOTA DE COMPOSIÇÃO E NOTA DE EXECUÇÃO

NOTA DE COMPOSIÇÃO
A nota de composição é dada mediante o valor técnico (1) e pelo valor artístico (2).
1) A nota de valor técnico é determinada por:
- Exigências gerais;
- Número e nível de dificuldades (ver quadro valor das dificuldades).

2) A nota de valor artístico é determinada por:
- Exigências gerais;
- Coreografia (unidade do exercício, equilíbrio de trabalho entre a mão direita e mão esquerda, escolha e variedade dos elementos corporais, elementos acrobáticos, variedade dentro da composição; ocupação do praticável);
- Acompanhamento musical e pelas bonificações (originalidade coreográfica, originalidade da música, mestria);
- Bonificações (originalidade coreográfica, originalidade da música, mestria).

NOTA DE EXECUÇÃO
A nota de execução é determinada consoante a prestação das ginastas ao nível da:
- Execução (técnica geral, técnica com aparelho, técnica corporal, execução rítmica);
- Bonificações (expressividade, virtuosismo).

7. CALCULO DA NOTA FINAL

A nota final é dada pelo sumatório das dadas pelo Júri A1, Júri A2 e Júri B. Assim sendo soma-se a nota de valor técnico com a nota de valor artístico (notas de composição) e por fim com a nota de execução.

8. O JÚRI

Os elementos do júri estão divididos em dois grandes grupos, o júri A e o júri B. O júri A é chamado o Júri de Composição pelas características que avalia. Está dividido em dois júris, o A1 e o A2. O júri B é chamado o júri de Execução por determinar a nota de execução da atleta consoante o critérios definidos pela nota de execução.

1. BREVE ABORDAGEM HISTÓRICA

No que concerne à história do Trampolim não se sabe exactamente a data do seu surgimento. Pode dizer-se que ocorreu uma sequência evolutiva.
Sabe-se que, à centena de anos, na Idade Média os acrobatas de circo, utilizavam tábuas de molas nas suas apresentações e os trapezistas realizavam novos saltos a partir do impulso realizado da rede de segurança.
Estas podem ou não ser as verdadeiras origens do Trampolim, mas é certo que no inicio desse século havia apresentações que usavam uma "cama de segurança" para distrair as platéias. A cama de segurança era, na realidade, um pequeno Trampolim coberto com roupas de cama sobre o qual os artistas desempenhavam a maior parte de seus atos.
Referenciando datas e factos concretos, podemos considerar que a Ginástica Rítmica nasceu nos Estados Unidos. Foi em 1936 que o Americano George Nissen fez um trampolim na sua garagem e o usou para o ajudar nas suas actividades de queda e mergulho. Segundo Carvalho (2009) George Nissen, conjuntamente com a sua mulher e um grupo de Professores de Educação Física, elaborou esquemas de treino e textos de apoio, com o intuito de divigulgar o aparelho e demonstrar os diferentes exercícios possíveis de se realizar no Trampolim.
Na segunda guerra mundial, também se utilizou o Trampolim. A escola da marinha e aeronáutica dos E.U.A. aplicou o uso do Trampolim no treino dos seus pilotos e navegadores. Oportunizando-lhes à prática concentrada em orientação, de uma forma que nunca fora possível de ser trabalhada antes. Depois da guerra, o desenvolvimento do programa espacial trouxe novamente o Trampolim, para contribuir no treino tanto de astronautas americanos quanto de soviéticos, dando a experiência de posições corporais variadas em vôo.
Em Londres na década de 60 ocorreram as primeiras competições internacionais, mais de 54 países já disputaram vinte e um campeonatos mundiais. É também nesta decada que várias Federações vão sendo formadas. Foi precisamente em 1964 que foi fundada a Federação Internacional de Trampolins (FIT) e que se realizou o 1º Campeonato do Mundo em Londres. A partir de 1968 os Campeonatos do Mundo passaram a realizar-se de dois em dois anos alternando com os Campeonatos da Europa.
Em Portugal, os trampolins são uma modalidade relativamente recente. A primeira prova nacional foi realizada em 1976 sob a alçada de Federação Portuguesa de Ginástica que superintendeu a modalidade até 1991, altura em que é fundada a Federação Portuguesa de Trampolins e Desportos Acrobáticos (FPDA), (Carvalho, J. 2009).
Segundo Carvalho (2009), os Trampolins são ainda uma modalidade gímnica em grande desenvolvimento técnico devido ao facto de pela primeira vez nos Jogos Olímpicos de Sydney 2000, constarem do programa Olímpico, dando-se a confirmação como modalidade Olímpica apenas em Trampolim Individual nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004.
Portugal esteve presente em Atenas (2004) onde Nuno Merino arrecadou um execelente 6º lugar.